sexta-feira, 24 de julho de 2009

Índice de Homicídios na Adolescência


Índice de Homicídios na Adolescência [iha]
Análise preliminar dos homicídios em 267 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes


O que é e para que serve o IHA
O IHA, Índice de Homicídios na Adolescência, serve para estimar o risco de mortalidade por homicídio de adolescentes que residem em um determinado território. Ele foi criado com o objetivo de exemplificar o impacto da violência letal neste grupo social de uma forma simples, sintética e que ajudasse na mobilização das pessoas para a gravidade do problema. Paralelamente, o índice pretende também contribuir para o monitoramento do fenômeno no tempo e no espaço e para as avaliações de políticas públicas nesta área, tanto locais quanto estaduais e federais. Nesta apresentação, o IHA foi calculado para todos os municípios de mais de 100.000 habitantes no Brasil em 2006.
O cálculo para municípios muito pequenos se torna prejudicado pelo fato de seus resultados serem muito instáveis e pouco confiáveis, com mudanças bruscas ano a ano; sem que isso fosse necessariamente um reflexo de mudanças na incidência real.
O cálculo do Índice segue a lógica das tábuas de mortalidade e aplica taxas específicas de homicídio por idade a uma coorte de 1.000 adolescentes na idade inicial: 12 anos. A soma das mortes estimadas, ano a ano, até a idade final – 18 anos, se traduz no número esperado de vidas perdidas por homicídio entre os 12 e 18 anos, para cada grupo de 1.000 adolescentes. Dito de outra forma, de cada 1.000 adolescentes que cumprem 12 nos, quantos serão vítimas de homicídio antes de completar 19 anos.
O Índice pode ser aplicado a diferentes faixas etárias seguindo o mesmo princípio. A sua interpretação pode ser feita tanto de forma transversal, quanto longitudinal. Em outras palavras, o IHA revela a incidência da violência letal contra adolescentes no ano considerado, mas também estima o número de homicídios que cabe esperar ao longo dos próximos sete anos (entre os 12 e os 18 anos) se as condições não mudarem. Ambas estimativas são feitas sempre para uma corte de 1.000 adolescentes (na idade inicial), para preservar a comparabilidade, no tempo e no espaço, entre municípios de tamanho diferente.
As fontes para o cálculo do índice são o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e os dados de população do IBGE. Em função de certos problemas existentes nos registros de mortalidade, são aplicadas metodologias que estimam a proporção de mortes por causa externa de intenção desconhecida que poderiam corresponder a homicídios.
Da mesma foram, são utilizados fatores de correição para óbitos sem informação sobre idade da vítima ou sobre município de residência, de forma a evitar uma subestimação nos municípios em que a qualidade da informação é menor.
No futuro, pretende-se descentralizar o cálculo do Índice, para favorecer sua utilização por parte dos gestores locais de forma autônoma.

Resultados

O valor médio do IHA para os 267 municípios considerados é de 2,03 adolescentes mortos por homicídio antes de completar os 19 anos, para cada grupo de 1.000 adolescentes de 12 anos. A cifra é bastante elevada, considerando que uma sociedade não violenta deveria apresentar valores próximos de 0.
No entanto, a violência letal contra adolescentes não se distribui de forma homogênea no território, e há alguns municípios com valores extremamente elevados. O IHA para os 20 municípios de maior incidência é apresentado na tabela seguinte.
Entre eles, destacamos o caso de Foz do Iguaçu (Paraná), liderando o ranking, e algumas outras cidades de meio porte como Governador Valadares (Minas Gerais) e Cariacica (Espírito Santo). Entre as capitais, Maceió e Recife aparecem nos primeiros lugares.

Confira na íntegra http://www.unicef.org/brazil/pt/IHA.pdf
Enviado por: biafort@ig.com.br ao Política de Direitos do Adolescente

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